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Moraes vota a favor de resolução do CFP contra psicólogos cristãos

Medida proíbe profissionais de mencionarem sua fé, inclusive, em redes sociais

Kleber Pizão - 27/03/2026 20h49 | atualizado em 30/03/2026 10h11

Alexandre de Moraes Foto: Ton Molina/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (27) pela validade de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que proíbe a associação da prática clínica a crenças religiosas.

Para fundamentar sua decisão, Moraes defendeu o princípio da laicidade do Estado e a preservação das crenças dos pacientes contra possíveis abordagens proselitistas (com o intuito de converter à sua própria fé). Segundo o ministro, a medida do conselho visa evitar que terapeutas utilizem denominações religiosas em suas apresentações profissionais, protegendo o público.

Uma ação judicial, movida pelo partido Novo e pelo Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR), aponta que a restrição gera perseguição seletiva, especialmente contra psicólogos cristãos em redes sociais. O relator, no entanto, não aprofundou o debate sobre o risco de patrulhamento ideológico mencionado na ação.

O julgamento ocorre em plenário virtual e os demais ministros da Suprema Corte têm até o dia 8 de abril para registrar seus votos. Até o encerramento do prazo, o colegiado definirá se mantém a proibição estabelecida pelo órgão de classe ou se garante maior liberdade aos profissionais.

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