Arquivos de Epstein reúnem fotos de inúmeras celebridades; veja
Imagens, porém, não revelam necessariamente vínculo dos fotografados com o bilionário
Paulo Moura - 05/02/2026 15h00 | atualizado em 05/02/2026 18h12










A divulgação de documentos ligados ao bilionário Jeffrey Epstein reacendeu o interesse público no caso, mas também gerou certa cautela em relação ao conteúdo. Isso porque o Departamento de Justiça americano tornou públicos cerca de 3 milhões de arquivos, incluindo fotos e vídeos, mas em uma gama que inclui tudo o que foi encaminhado ao FBI ao longo das apurações, inclusive denúncias não verificadas.
Entre as fotos divulgadas, estão registros nos quais aparecem inúmeras celebridades, como o ex-presidente Bill Clinton, os cantores Mick Jagger, Michael Jackson e Diana Ross, e o ator Kevin Spacey. Além deles, documentos revelados por um comitê do Congresso dos Estados Unidos também mostram figuras como o diretor Woody Allen; o fundador da Microsoft, Bill Gates; e o cofundador do Google, Sergey Brin.
No entanto, é fundamental destacar que a simples menção ou aparição nesses arquivos não significa investigação formal, acusação confirmada ou participação em crimes. Em vários casos, por exemplo, os nomes surgem em relatos anônimos, emails sociais, registros de eventos ou fotografias, sem qualquer imputação criminal direta.
O caso Epstein, por sua dimensão e rede de contatos, reúne figuras da política, do entretenimento e do empresariado que em algum momento tiveram interações sociais com ele ou com pessoas de seu círculo. A divulgação em massa, apesar de ampliar a exposição pública, não imputa automaticamente qualquer conduta ilegal aos citados.
Segundo as investigações, Jeffrey Epstein abusou de dezenas de meninas menores de idade no início dos anos 2000. Ele foi preso em 2019, mas morreu dentro da prisão cerca de um mês depois de ser detido. As autoridades concluíram que Epstein tirou a própria vida.
SOBRE A DIVULGAÇÃO
Em 18 de novembro de 2025, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, por 427 votos a 1, e o Senado dos Estados Unidos a aprovou por unanimidade. No dia seguinte, o presidente americano Donald Trump sancionou a lei, que resultou na divulgação das primeiras levas de arquivos pelo Departamento de Justiça dos EUA durante o mês de dezembro.
Já no último dia 30 de janeiro, foi divulgada a maior gama de conteúdos até o momento: mais de 3 milhões de páginas, incluindo 2 mil vídeos e 180 mil imagens.
De acordo com o Departamento de Justiça, os arquivos foram coletados de diversas fontes, incluindo casos da Flórida e de Nova Iorque contra Epstein; o caso de Nova Iorque contra Ghislaine Maxwell, ex do bilionário que teria aliciado garotas para que ele cometesse abusos sexuais; os casos de Nova Iorque que investigam a morte de Epstein; e o caso da Flórida que investiga um ex-mordomo de Epstein.
Leia também1 Tarcísio diz que definição de vice será "mais à frente"
2 Lula fala em desejo de "melhorar a vida do povo" da Venezuela
3 CPI: Relator quer chamar mulher de Moraes e irmãos de Toffoli
4 Morre Ricardo Schnetzer, a voz de Al Pacino e Tom Cruise no Brasil
5 Saiba quem tem direito a sacar o abono salarial PIS/Pasep 2026


















