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Acusação de furto em casa de tio pode levar Suzane para a prisão

Suzane confessou ter ido à casa do tio Miguel Abdalla Neto e retirado alguns itens, incluindo um carro

Paulo Moura - 05/02/2026 12h51 | atualizado em 05/02/2026 15h13

Suzane von Richthofen Foto: Reprodução

A recente acusação de furto contra Suzane von Richthofen adiciona mais um capítulo à disputa judicial envolvendo a herança do tio, o médico aposentado Miguel Abdalla Netto, e pode ter impacto direto na situação penal dela, que atualmente cumpre pena em regime aberto pelo assassinato dos pais, ocorrido em 2002. A situação foi revelada pelo colunista Ullisses Campbell, do jornal O Globo.

De acordo com um boletim de ocorrência divulgado pelo jornalista, a prima de Suzane, Silvia Gonzalez Magnani, a acusa de furto de itens da casa do tio, encontrado morto em janeiro deste ano. Entre os objetos citados estão uma lavadora de roupas, sofá, poltrona, e uma bolsa com documentos e dinheiro. A denúncia foi formalizada no contexto do conflito entre as duas sobre o espólio, estimado em cerca de R$ 5 milhões.

O caso ganhou contornos ainda mais sensíveis porque, em um processo que tramita na Vara de Família e Sucessões de Santo Amaro, Suzane já admitiu ter entrado no imóvel após a morte do tio e retirado alguns itens, como um carro Subaru XV, além de ter mandado soldar o portão da residência. A justificativa dada por ela foi a de proteger o patrimônio até que a Justiça decida sobre os bens.

Com o registro da ocorrência, Suzane passa a ser investigada formalmente por furto. Se houver indiciamento e eventual condenação, o episódio pode repercutir diretamente na execução penal: o cometimento de crime, conforme previsto na Lei de Execuções Penais, pode levar à regressão de regime e até à volta à prisão para cumprimento do restante da pena que ela recebeu pela morte dos pais.

A disputa patrimonial é central no caso. Miguel Abdalla Netto morreu no dia 9 de janeiro de 2026, dentro da casa onde vivia sozinho, no bairro do Campo Belo, em São Paulo. O corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição por um vizinho que possuía a chave do imóvel. O atestado de óbito apontou causa indeterminada, e a Polícia Civil passou a tratar o caso como morte suspeita.

Sem testamento e sem herdeiros diretos, abriu-se a discussão judicial sobre quem tem direito ao patrimônio. Suzane, como sobrinha, poderia aparecer no rol sucessório. Já Silvia Magnani, por sua vez, afirma ter mantido com o médico uma união estável por cerca de 14 anos e diz possuir documentos que comprovam a relação, o que a colocaria em posição prioritária na sucessão.

Ela também sustenta que pretende pedir à Justiça que Suzane seja considerada indigna de receber herança, argumento semelhante ao que, no passado, impediu a condenada de acessar o patrimônio dos próprios pais após o crime de 2002. À época, foi o próprio tio Miguel quem atuou judicialmente para barrar o acesso da sobrinha aos bens da família.

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