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Jones Manoel quer projeto para tornar sionismo crime no Brasil

Termo se refere à existência do Estado de Israel

Leiliane Lopes - 04/11/2026 14h45 | atualizado em 04/11/2026 17h21

Jones Manoel Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

No último domingo (1º), o deputado federal eleito Jones Manoel (PSOL-PE) anunciou que pretende apresentar um projeto de lei para criminalizar o sionismo no Brasil. A proposta deverá ser discutida com os demais integrantes da bancada do PSOL na próxima legislatura, quando ele assumir o mandato.

A iniciativa surgiu após uma sugestão do jornalista Breno Altman, que publicou uma mensagem na rede social X defendendo que parlamentares de esquerda apresentem uma proposta para classificar o sionismo como racismo e discriminação racial.

– Uma boa medida dos deputados de esquerda mais combativos seria apresentar, na próxima legislatura, um projeto de lei que classifique o sionismo como uma forma de racismo e discriminação racial, nos mesmos termos da resolução 3379 aprovada pela Assembleia Geral da ONU em 1975, vigente até 1991. Seria um baita gesto! – escreveu Altman.

Em resposta, Jones confirmou que pretende levar a ideia adiante com seus colegas de partido.

– Pode deixar, Breno. Pautaremos isso junto com a bancada do PSOL – declarou o deputado eleito.

Para quem não sabe, o sionismo é um movimento político que defende o direito à autodeterminação do povo judeu e a existência de um Estado nacional independente e soberano no território ancestral de Israel. A esquerda mundial é antissionista, ou seja, contesta o direito de existência do Estado de Israel e a criação do Estado da Palestina.

Diante da ameaça, o diretor de comunicação da Federação Israelita de São Paulo reagiu:

– O direito do povo judeu à autodeterminação não está sujeito à autorização de militantes políticos. Ser judeu e sionista não é crime. É identidade, história e direito – escreveu ele, na legenda do Instagram.

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