INSS: Mendonça apura se chefe da PF obstruiu justiça, diz site
Ministro quer esclarecimentos sobre a conduta da Polícia Federal no inquérito do INSS
Paulo Moura - 31/07/2026 20h49 | atualizado em 31/07/2026 21h22

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu esclarecimentos sobre a resistência ao cumprimento de suas ordens por parte da Polícia Federal (PF) no inquérito sobre as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De acordo com informações do site Metrópoles e da revista Veja, a apuração do ministro alcança o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Segundo o Metrópoles, Mendonça determinou há mais de um mês que a PF encaminhasse a ele todos os documentos brutos relacionados à investigação do caso INSS. O ministro também estabeleceu que qualquer mudança na equipe responsável pelo caso deveria ser previamente submetida à sua autorização.
A decisão, porém, teria provocado resistência dentro da corporação. A Polícia Federal sustenta que os delegados possuem autonomia para conduzir as investigações e que o procedimento habitual é analisar documentos apreendidos e dados extraídos de celulares, produzir relatórios e posteriormente encaminhar o material ao gabinete do ministro.
Ainda de acordo com o site, Mendonça foi informado de que depoimentos já realizados não teriam sido anexados ao processo e de que relatórios sobre o andamento da investigação, que haviam sido determinados pelo ministro, não estariam sendo apresentados. Diante desse quadro, o ministro reagiu e determinou o esclarecimento da questão, que pode caracterizar desobediência processual e obstrução de justiça.
A resistência da PF chegou inclusive ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, que manteve a posição de não compartilhar os dados diretamente com o ministro e encaminhou a questão para a Advocacia-Geral da União (AGU). De acordo com o Metrópoles, Rodrigues teria dito a interlocutores “que só falta chegar a ordem de prisão”.
O caso INSS envolve uma das principais investigações em andamento no país. As fraudes na autarquia federal atingiram aposentados e pensionistas e levaram à investigação de diversos nomes, entre eles Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Leia também1 Michelle diz que vai definir com Bolsonaro se será candidata
2 Após tiroteio, PF evita envio de cocaína à Europa por Guarulhos
3 No RN, 11 detentos fogem de presídio após cavarem túnel
4 Quaest: Veja o cenário eleitoral para governos de 10 estados
5 Jair Renan desafia Kim Kataguiri: 'Fala da minha família na cara'



















