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Forbes destaca Angélica em vez de Tatiana Sampaio e é criticada

Revista colocou apresentadora no centro de sua mais recente edição, que falou sobre mulheres poderosas

Paulo Moura - 02/03/2026 11h37 | atualizado em 02/03/2026 12h41

Capa da Forbes gerou polêmica Fotos: Natalia Rampinelli/AgNews // Reprodução/Forbes // Reprodução/TV Globo

A revista Forbes vem sendo amplamente criticada, nas redes sociais, desde o último final de semana após decidir colocar a apresentadora Angélica no centro da capa de sua mais recente edição, que traz a nova lista das “Mulheres Mais Poderosas do Brasil”, em vez da bióloga Tatiana Sampaio, pesquisadora à frente dos estudos com a polilaminina, proteína analisada como possível tratamento para lesão medular.

A capa em questão, da edição de número 138, traz, além de Angélica e Tatiana, outras três mulheres: Manzar Feres, diretora-geral de Negócios em Publicidade do Grupo Globo; Monique Evelle, empresária e fundadora da startup de educação Inventivos; e a jornalista e apresentadora Ticiana Villas Boas.

Após a revista postar em seu perfil no Instagram, na última sexta-feira (27), a capa de sua nova edição, com Angélica ao centro, praticamente todos os comentários passaram a criticar e ironizar o fato. Muitos internautas, inclusive, chegaram a pedir que Tatiana não apenas figurasse no ponto de destaque, mas que aparecesse sozinha.

– Dra. Tatiana devia estar na frente, e para ser sincera, nenhuma outra mulher deveria aceitar o convite de ficar à frente dela, afinal, ela merece todos os destaques do mundo – disse uma internauta, no Instagram.

– Com todo respeito as demais, mas nesse momento essa capa merecia ser somente da Dra. Tatiana Sampaio – reforçou uma segunda.

SOBRE TATIANA SAMPAIO
Tatiana Lobo Coelho de Sampaio é professora associada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 1995, onde chefia o Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular no Instituto de Ciências Biomédicas. A cientista é graduada, mestre em Biofísica e doutora em Ciências pela UFRJ, com pós-doutorado em instituições nos Estados Unidos (Universidade de Illinois) e na Alemanha.

Com dedicação de mais de 25 anos ao estudo da regeneração do sistema nervoso, especificamente em relação a como proteínas podem modular o comportamento das células para recuperar conexões nervosas, uma descoberta de Tatiana poderá facilitar o tratamento de lesões medulares: a polilaminina. Desenvolvida em pesquisa liderada pela bióloga, é uma molécula derivada da laminina, proteína natural do corpo.

Em fevereiro de 2026, a Anvisa aprovou o início da Fase 1 de testes clínicos em humanos para avaliar a segurança da polilaminina. Embora o trabalho tenha gerado grande entusiasmo, a própria Tatiana e outros especialistas ressaltam que a substância ainda é experimental e não deve ser tratada como uma “cura garantida” até que todas as fases de testes em humanos sejam concluídas.

Confira alguns dos comentários críticos à revista:

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