Leia também:
X Esposa e familiares de Khamenei também morrem após ofensiva

Celso Amorim: “Devemos nos preparar para o pior”

Assessor especial de Lula comentou sobre a crise entre Irã, EUA e Israel que atinge outros países do Golfo

Pleno.News - 02/03/2026 14h32 | atualizado em 02/03/2026 17h37

Celso Amorim, assessor especial da Presidência Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O embaixador Celso Amorim afirmou, nesta segunda-feira (2), que o Brasil deve se preparar para o pior diante do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel. O assessor especial do presidente Lula (PT) para assuntos internacionais sempre exaltou as relações políticas e comerciais do país com o governo iraniano.

Agora, ele critica a ação dos Estados Unidos e Israel contra o Irã e declara um crime grave matar o líder supremo daquele país, Ali Khamenei.

– Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior – disse ele à GloboNews.

Para Amorim, o “pior” seria ver o conflito se alastrar para toda a região.

– O aumento vertiginoso das tensões no Oriente Médio, com grande potencial de alastramento. O Irã historicamente fornece armamento para grupos xiitas que estão em outros países, além de grupos radicais – completou.

De fato, Israel foi bombardeado pelos radicais do Hezbollah, do Líbano, gerando reação imediata do governo israelense que já prometeu matar o chefe do grupo terrorista.

O embaixador informou que deve falar por telefone com Lula ainda nesta segunda. Segundo ele, os dois ainda não conversaram de forma detalhada sobre o tema.

Vale lembrar que no último sábado (28), quando os ataques começaram, o Ministério das Relações Exteriores condenou a ação conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e apelou a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil.

Na noite do mesmo dia, após o Irã atacar vários países do Golfo, o Itamaraty mudou o tom da nota oficial, não citou EUA e Israel e afirmou que a escalada representa “uma grave ameaça à paz”, além de enviar solidariedade a países impactados por ataques retaliatórios.

Leia também1 Esposa e familiares de Khamenei também morrem após ofensiva
2 Alvos são atingidos perto de casa do embaixador do Brasil no Irã
3 Candidato em eleição que levou Putin ao poder comete suicídio
4 Lula deverá ir à posse do novo presidente conservador do Chile
5 Nenhum brasileiro pediu ajuda para deixar o Irã, diz embaixador

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Canal
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.