Mãe de Edson Davi, desaparecido em 2024, é chamada pela Interpol
Criança sumiu na Praia da Barra da Tijuca
Pleno.News - 09/09/2026 17h20 | atualizado em 09/09/2026 18h39

Nesta quarta-feira (9), Marize Araújo, mãe de Edson Davi Silva Almeida, foi à sede da Polícia Federal (PF) para entregar informações sobre o filho, que desapareceu em janeiro de 2024, na Praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Segundo ela, a ida ocorreu após um pedido da Interpol feito por meio de seu advogado.
Marize afirmou que a família mantém a esperança de que o menino esteja entre as crianças resgatadas recentemente na Flórida, nos Estados Unidos. A operação foi divulgada por autoridades locais e motivou a mãe a fornecer novos dados às autoridades brasileiras.
– Se Deus quiser, meu filho está entre essas 163 crianças que foram resgatadas na Flórida. Vamos torcer para que esse sofrimento acabe – declarou.
A Polícia Federal, porém, informou que nenhuma criança brasileira está entre as localizadas pelas autoridades da Flórida na operação citada. O órgão não esclareceu se Marize esteve na Superintendência para entregar as informações mencionadas por ela.
Edson Davi desapareceu enquanto os pais trabalhavam como barraqueiros na praia. A Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) concluiu que o menino teria se afogado, após analisar imagens, ouvir testemunhas e realizar buscas na região.
De acordo com a Polícia Civil, câmeras instaladas em um perímetro de dois quilômetros não registraram o garoto deixando a praia. Também foram realizados sobrevoos e buscas com câmera termográfica, sem que fossem encontrados indícios que sustentassem outras hipóteses.
A família, no entanto, contratou o investigador particular Raul Ábacus para analisar o caso. Segundo ele, 17 pessoas foram ouvidas e os relatos não confirmariam que Edson Davi entrou no mar. Os familiares também afirmam que o menino tinha medo da água.
A Polícia Civil apresenta uma versão diferente. Segundo a corporação, depoimentos prestados à DDPA indicam que o pai do menino e um funcionário da barraca o viram na água ou próximo ao mar na tarde do desaparecimento.
– Nunca houve suspeita de sequestro, pois tecnicamente, pela análise das imagens, ele não saiu da praia. As testemunhas, por sua vez, o colocam indo em direção ao mar, pedindo prancha para ir para a água. A visibilidade dos banhistas à água estava restrita – explicou a delegada Elen Souto, responsável pelas investigações da DDPA.
Marize afirma que, desde o início, acredita que o filho tenha sido raptado e diz que a polícia não considerou essa possibilidade. A família também já pediu que a Polícia Federal e o Ministério Público participem das investigações sobre o desaparecimento.
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