Sobrevivente de acidente de mergulho desistiu de última hora
Estudante da Universidade de Gênova estaria com grupo de cinco italianos que morreu nas Maldivas
Paulo Moura - 17/05/2026 12h51 | atualizado em 18/05/2026 10h36

Uma estudante da Universidade de Gênova escapou de uma tragédia que matou cinco mergulhadores italianos nas Maldivas após desistir, de última hora, de participar da expedição submarina realizada na última quinta-feira (14). A jovem, que integrava o grupo de pesquisadores e estava preparada para mergulhar, decidiu permanecer a bordo do iate Duke of York, tornando-se a única sobrevivente direta do episódio.
Segundo informações divulgadas pelo jornal italiano La Repubblica, o grupo seguia para uma exploração em cavernas submarinas localizadas no Atol de Vaavu, próximo à ilha de Alimatha, a cerca de 50 metros de profundidade. As autoridades locais classificaram o caso como o pior acidente de mergulho já registrado nas Maldivas.
Entre as vítimas estão Monica Montefalcone, professora de biologia marinha da Universidade de Gênova; sua filha Giorgia Sommacal; a pesquisadora Muriel Oddenino; o cientista marinho Federico Gualtieri; além do instrutor de mergulho Gianluca Benedetti.
Segundo o porta-voz do governo das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef, a caverna “é tão profunda que nem mesmo mergulhadores com os melhores equipamentos se aventuram a chegar perto”. Ele ressaltou que uma investigação será realizada para descobrir como os italianos “foram além da profundidade permitida”, mas disse que o foco no momento é o resgate.
Neste sábado (16), por sinal, a tragédia teve mais uma vítima com a morte do mergulhador Mohammed Mahdi, das Forças de Defesa Nacional das Maldivas, que participava da operação para localizar os corpos.
De acordo com o jornal La Repubblica, Mahdi teria sido acometido pela chamada doença descompressiva, que é causada pela formação de bolhas de gás, normalmente nitrogênio, no sangue e nos tecidos. Essa condição geralmente acontece quando há uma queda brusca de pressão, como em uma subida rápida durante mergulhos.
De acordo com a Força de Defesa Nacional das Maldivas, ao menos um corpo teria sido encontrado dentro da caverna, e há indícios de que os outros também estejam no mesmo local, a aproximadamente 60 metros de profundidade. O resgate encontra dificuldades devido às condições climáticas adversas, com ventos fortes na região.
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