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Em 2015, eleição na Venezuela foi prorrogada e chavismo perdeu

Na ocasião, votação foi adiada em uma hora

Paulo Moura - 25/10/2026 18h59 | atualizado em 26/10/2026 10h02

Ditador Nicolás Maduro e Lula Foto: Ricardo Stuckert/PR

A prorrogação do horário de votação no Brasil neste domingo (25), determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem um precedente histórico na Venezuela não muito favorável à esquerda. Em 2015, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) venezuelano também estendeu o funcionamento das seções eleitorais, em uma eleição que terminou com uma derrota histórica do chavismo.

No Brasil, Zanin determinou que a votação fosse prorrogada neste domingo até as 19h, no horário de Brasília, após pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que apontou dificuldades de transporte público. A decisão, porém, valeu apenas para as urnas que ainda não haviam sido fechadas, sem reabertura daquelas em que a votação já tinha sido encerrada.

Na Venezuela, em 6 de dezembro de 2015, o CNE anunciou a extensão do horário por mais uma hora, de 18h até as 19h locais, ou até que todos os eleitores que ainda estivessem nas filas pudessem votar. A então reitora do órgão eleitoral, Sandra Oblitas, justificou a medida após relatos de que algumas seções começavam a fechar sem verificar se ainda havia pessoas aguardando.

A votação de 2015 terminou com uma derrota expressiva do chavismo. A MUD, de oposição, recebeu 7,7 milhões de votos, equivalentes a 56,21%, e conquistou 109 cadeiras na Assembleia Nacional. Já o Grande Polo Patriótico Simón Bolívar, ligado ao regime comandado pelo então ditador Nicolás Maduro, obteve cerca de 5,2 milhões de votos, ou 37,85%, e ficou com 55 assentos.

O resultado garantiu à oposição uma maioria de dois terços no Legislativo, encerrando na ocasião um período de 16 anos de predominância chavista. Maduro reconheceu publicamente a derrota de seu partido e afirmou que aceitava os resultados, embora tivesse atribuído o revés à chamada “guerra econômica” contra seu governo.

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