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Martin de Luca comentou a prisão domiciliar concedida a Jair Bolsonaro

Leiliane Lopes - 25/03/2026 16h06 | atualizado em 25/03/2026 17h18

Martin De Luca Foto: YouTube CNN Brasil

O advogado Martin de Luca, que atua para a Rumble e a Trump Media, empresa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta quarta-feira (25) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A manifestação foi publicada na rede social X.

Na postagem, o advogado afirmou que a medida adotada pelo ministro apresenta contradições. Ele mencionou que Moraes sustentou anteriormente que o sistema prisional garantiria atendimento médico e estrutura suficientes para preservar a saúde do ex-presidente.

– Moraes dedica páginas e páginas argumentando que o sistema prisional protege plenamente a saúde de Bolsonaro, com assistência médica adequada, estrutura e tudo funcionando como deveria. Mesmo assim, ele conclui que Bolsonaro deve ser libertado, porque a prisão domiciliar é “mais apropriada”. Isso não se sustenta. Ou o sistema funciona, como ele afirma, ou não funciona. Não pode ser ambos.

De Luca também questionou pontos citados pelo próprio ministro ao justificar medidas contra Bolsonaro no processo.

– Há outro ponto que não pode ser ignorado. O próprio Moraes aponta supostas violações, destruição de uma tornozeleira eletrônica e risco de fuga como fatores que, em qualquer caso normal, descartariam a prisão domiciliar. E, no entanto, ele a concede. Então, essas violações eram reais desde o início? É difícil encontrar qualquer padrão consistente aqui. Isso não parece uma aplicação coerente da lei.

O advogado ainda relacionou a decisão ao cenário político brasileiro e às eleições presidenciais previstas para 2026.

– E tudo isso está acontecendo em meio a mudanças no cenário político, com a popularidade de Flávio Bolsonaro crescendo rapidamente nas pesquisas de opinião pública, às vésperas das eleições presidenciais de outubro de 2026 no Brasil. Parece que Moraes está ciente da situação e não quer ser responsabilizado caso algo aconteça com Bolsonaro.

Jair Bolsonaro está internado e, após receber alta médica, poderá cumprir a prisão domiciliar por 90 dias. O período foi autorizado por Moraes para que o ex-presidente tenha uma recuperação integral da broncopneumonia, doença que motivou sua hospitalização.

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