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Deputado Pastor Henrique Vieira, do PSOL, vai à festa de Iemanjá

"Eu estava lá como discípulo de Jesus, de coração aberto", disse o parlamentar

Ana Luiza Menezes - 03/02/2026 13h50 | atualizado em 04/02/2026 15h35

Pastor Henrique Vieira Foto: Reprodução/ Instagram Pastor Henrique Vieira

Deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) relatou que foi à festa de Iemanjá, nesta segunda-feira (2). Ele postou fotos nas redes sociais.

No post, o parlamentar pediu que os cristãos não se escandalizem. Segundo ele, o que deve causar escândalo é saber que “pessoas das religiões de matriz africana ainda sofrem hostilidade e preconceito “.

– Aos irmãos cristãos. Não se escandalizem comigo porque fui na festa de Iemanjá no dia 2 de fevereiro! O que deve nos escandalizar é saber que pessoas das religiões de matriz africana ainda sofrem hostilidade e preconceito em nosso país. Violência tantas vezes autorizada, naturalizada ou minimizada por pregações em nossas igrejas. Já pararam para pensar a razão pela qual as religiões de matriz africana são consideradas inferiores ou inimigas? Tem a ver com o racismo, que olha para tudo aquilo que vem da África como algo mau. Essa perspectiva atravessa a teologia cristã! Por que a imagem de um Jesus negro incomoda e a de um Jesus branco parece natural? Por que crianças negras não interpretam anjos ou o próprio Jesus em nossas peças? No fundo, há uma lógica racista que define origens negras como inimigas, e isso modela pensamentos, sentimentos e crenças – escreveu.

Vieira acrescentou que esteve na festa “como discípulo de Jesus, de coração aberto”.

– Irmãos e irmãs, eu estava lá como discípulo de Jesus, de coração aberto. O Evangelho nos ensina o amor, a abrir caminhos de amor. Minha disposição não era tolerar (isso é pouco e soa arrogante); eu estava lá para respeitar, admirar, escutar, aprender, conviver em amor. Eu me emocionei com as pessoas! Nada mais lindo do que as pessoas, irmãos e irmãs! Sei que muita gente vai julgar e condenar, mas não me pauto mais por isso. E não estou sozinho. Sou parte de um todo e não posso autorizar a violência ou a indiferença a partir da fé em Jesus. Silêncio não é opção. Em vez de muros, vamos construir pontes. Se algo te escandaliza, que seja a fé que mata, não a que busca amar. Fraterno abraço.

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