PT não apoia projeto de Tabata Amaral sobre antissemitismo
Deputados que assinaram o projeto de lei, pediram para que seus nomes sejam retirados
Leiliane Lopes - 30/03/2026 20h31 | atualizado em 31/03/2026 12h43

A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) protocolou na Câmara dos Deputados, no dia 26 de março, um projeto de lei que define o conceito de antissemitismo para orientar políticas públicas no Brasil. Nesta segunda-feira (30), parlamentares do PT e da Rede apresentaram requerimentos pedindo a retirada de suas assinaturas do texto.
O projeto estabelece parâmetros para identificar práticas antissemitas com base em critérios da International Holocaust Remembrance Alliance (IHRA), entidade internacional dedicada à memória do Holocausto. A proposta afirma que o objetivo é orientar políticas públicas de educação, segurança e direitos humanos relacionadas ao tema.
Entre os deputados que solicitaram a retirada da assinatura estão Heloísa Helena (Rede-RJ), Welter (PT-PR), Vander Loubet (PT-MS), Alexandre Lindenmeyer (PT-RS), Luiz Couto (PT-PB), Ana Paula Lima (PT-SC), Reginaldo Lopes (PT-MG) e Prof. Reginaldo Veras (PV-DF). Os pedidos foram formalizados por meio de requerimentos apresentados à Mesa Diretora da Câmara.
Na justificativa do projeto, Tabata afirma que a proposta busca estabelecer um conceito jurídico claro para orientar a atuação do Estado. Segundo o texto, a medida pretende preencher uma lacuna na legislação brasileira e ajudar no enfrentamento a discursos de ódio contra judeus.
– O presente Projeto de Lei tem por finalidade definir o termo “antissemitismo” no ordenamento jurídico brasileiro, tomando como referência os parâmetros internacionalmente reconhecidos pela Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA) – diz a justificativa da proposta.
O projeto também afirma que críticas ao Estado de Israel não devem ser consideradas antissemitas quando forem semelhantes às dirigidas a qualquer outro país. De acordo com o texto, a intenção é distinguir o debate político legítimo de manifestações que promovam discriminação ou incitem ódio contra judeus.
A proposta ainda estabelece que o antissemitismo deve ser tratado como forma de racismo, nos termos da Lei nº 7.716 de 1989, que trata dos crimes resultantes de preconceito de raça ou religião.
Leia também1 Bolsonaro tem mais restrições que Collor em prisão domiciliar
2 Juros do cartão de crédito pesam mais para famílias em fevereiro
3 Ronaldo Caiado promete anistiar Bolsonaro se for eleito
4 Mercado eleva previsão da inflação para 4,31% este ano
5 Janela partidária faz Congresso Nacional ficar vazio



















