Profissional que acusou Malta de agredi-la é afastada do trabalho
Afastamento aconteceu em decorrência de recomendação médica
Paulo Moura - 06/05/2026 08h47 | atualizado em 06/05/2026 15h54

A técnica de radiologia que alegou que teria sido agredida pelo senador Magno Malta (PL-ES) durante um exame realizado na semana passada no Hospital DF Star, em Brasília, foi afastada do trabalho por recomendação médica. A informação foi confirmada pela unidade hospitalar nesta terça-feira (5).
– O hospital informa que a técnica de enfermagem encontra-se afastada de suas atividades por recomendação de seu médico particular – informou o DF Star em nota.
O hospital afirmou que segue colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação e que adotou providências administrativas para apurar o caso. A denúncia foi registrada pela profissional na última quinta-feira (30), mesmo dia em que teria ocorrido a suposta agressão. Segundo relato da mulher, Magno Malta estava internado para realizar uma angiotomografia de tórax e coronárias.
A profissional afirmou que era responsável por conduzir o senador à sala de exames, realizar a monitorização e iniciar o procedimento, incluindo teste de acesso venoso e aplicação de contraste. Durante o exame, segundo a técnica, o equipamento teria identificado uma oclusão e interrompido automaticamente a injeção. Ao verificar a situação, a técnica constatou extravasamento do contraste no braço do paciente.
A mulher disse então que, ao explicar a necessidade de compressão no local, o senador reagiu de forma agressiva, se levantou do aparelho e que, após ela se aproximar para prestar assistência, teria sido recebida com um tapa no rosto. Segundo a denúncia, os óculos da técnica ficaram entortados e o senador ainda a teria chamado de “imunda” e “incompetente”.
Magno Malta, por sua vez, rejeitou as acusações e afirmou que jamais agrediu a profissional.
– Vocês me conhecem. Eu nunca encostei a mão em ninguém, nem nas minhas filhas, nem em nenhuma mulher. Isso é falsa comunicação de crime – disse.
Por meio de sua defesa, o senador disse que estava sob forte medicação no momento do episódio e com a cognição comprometida. Segundo a nota da equipe jurídica, Malta teria reagido ao sofrimento físico causado pelo procedimento e acionou imediatamente o médico responsável após o ocorrido.
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