Médico da polilaminina diverge de dra. Tatiana, que apoia PT
Bruno Côrtes criticou o cenário político atual
Pleno.News - 02/10/2026 22h25 | atualizado em 04/10/2026 12h40

Nesta sexta-feira (2), o neurocirurgião Bruno Côrtes afirmou que possui posição política diferente da pesquisadora Tatiana Sampaio, ligada aos estudos com polilaminina e que declarou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vídeo nas redes sociais, ele explicou que decidiu falar sobre o assunto para esclarecer sua posição aos seguidores.
Côrtes também comentou o cancelamento do debate presidencial da TV Globo, que seria realizado na quinta (1º). A emissora suspendeu o programa após decisões judiciais que alteraram regras do encontro e depois da desistência do candidato Flávio Bolsonaro (PL).
– Então, eu venho desconcordo politicamente das ideologias da dra. Tatiana. Respeito, mas vejo as coisas de um prisma diferente. O presidente da República é o chefe maior dos órgãos governamentais, e basta uma canetada dele que qualquer coisa que esteja abaixo do seu poder perde. Mas isso eu creio que não venha ao caso agora – iniciou.
O médico afirmou ainda que, independentemente de quem for eleito, pacientes interessados no tratamento com polilaminina devem ter acesso à possibilidade de receber o procedimento. Para Côrtes, a discussão sobre liberdade e democracia precisa vir antes do debate sobre a substância.
– Qualquer que seja o presidente eleito, deve dar credibilidade e dar abertura para os pacientes que querem ser tratados pela polilaminina. Mas, antes da polilaminina, nós temos que considerar um país livre. Eu atualmente não me sinto vivendo num país livre – continuou.
Ao falar sobre o debate da Globo, Côrtes relacionou o episódio à sua avaliação sobre o ambiente político brasileiro. A Justiça Eleitoral havia proibido a emissora de exibir o púlpito vazio destinado a Lula, que não participaria do encontro.
– Todos viram o que aconteceu ontem no debate da Rede Globo. Eu tenho 57 anos de idade e é a primeira vez que vejo um debate ser cancelado por conta de uma censura judicial. Então, eu acho que, antes de pensar na polilaminina, a gente tem que pensar num país livre, numa democracia de verdade, não naquela democracia em que você diz que “se você concordar comigo, estamos numa democracia; se você não concordar comigo, você é fascista”.
Na sequência, o neurocirurgião afirmou que considera necessário esclarecer que a divergência política não representa conflito dentro da equipe responsável pelos estudos. Segundo Côrtes, os integrantes mantêm o respeito e têm como objetivo comum o atendimento dos pacientes.
– E é isso que a gente tá vivendo no país. A democracia tem lado. Eu acho que eu, como membro de uma equipe em que temos muitos seguidores interessados no uso da polilaminina, eu tinha o dever de dar esse esclarecimento para vocês, de mostrar o meu posicionamento e de afirmar para vocês que o nosso clima entre a nossa equipe não é clima de briga, não é clima de discórdia. Todos se respeitam, todos brigam por um bem maior, que é a melhora dos nossos pacientes.
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