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Pastor petista ora na Sapucaí e lamenta retiros de cristãos

Ele ironizou o raio que atingiu manifestantes em Brasília e criticou evangélicos

Leiliane Lopes - 10/02/2026 15h54 | atualizado em 10/02/2026 16h30

Cosme Felippsen Foto: YouTube Rio Carnaval

Na última quinta-feira (5), o pastor Cosme Felippsen, da Assembleia de Deus Esperança, no Rio de Janeiro, foi chamado para fazer uma oração na Sapucaí, dando início aos ensaios técnicos para o desfile de carnaval. Durante sua fala, ele criticou os evangélicos e defendeu o samba, a festa e as religiões de matriz africana juntamente com suas entidades.

Com o clima chuvoso no sambódromo, Felippsen pediu aos presentes que não se preocupassem, “porque raio só cai na cabeça de falsos fundamentalistas”, se referindo ao incidente ocorrido em Brasília no dia 25 de janeiro, quando um raio atingiu manifestantes de direita.

Felippsen ainda criticou os evangélicos que fazem retiro durante o feriado prolongado:

– Lamento profundamente por muitos dos meus irmãos em Cristo abandonarem a cidade em época de carnaval e fazerem retiros, dizendo que a cidade está na mão de Satanás. Digo a vocês que a cidade e o carnaval não é do demônio, é sim dos cariocas, é de todos que amam a vida.

E continuou:

– Demônio não é o samba, demônio é a fome que muitas famílias ainda passam em nossa cidade enquanto grandes igrejas continuam enriquecendo seus pastores, que também podem ser chamados de falsos profetas e usurpadores da fé.

Em outro momento, Felippsen diz que o carnaval não é pecado, mas sim “a ganância” e “o racismo religioso”, e, em seguida, pede respeito às religiões umbanda, candomblé e quimbanda.

Assista:

PASTOR FOI FILIADO AO PT
Cosme Felippsen é integrante do Movimento Negro Evangélico e já foi filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Em 2022, por exemplo, ele tentou se eleger como deputado estadual da sigla, mas não conseguiu votos suficientes.

No ano passado, ele também foi chamado para orar na Sapucaí e fez um discurso muito semelhante com o que foi feito na última quinta.

– A cidade e o carnaval não são do demônio, e sim dos cariocas. Demônio não é sambar. Demônio é a fome que algumas famílias passam na cidade, enquanto algumas igrejas e pastores estão enriquecendo. Mais da metade dos brasileiros são descendentes da Mãe África. Abandone o pecado da ganância e do racismo religioso. Respeito a qualquer crença. Viva o amor! – declarou ele, em 2025.

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