Detalhe chama a atenção em réu por estupro no dia da prisão
Victor Hugo Simonin é um dos quatro acusados pelo crime contra uma menor, em janeiro, no Rio de Janeiro
Kleber Pizão - 09/03/2026 20h16 | atualizado em 10/03/2026 11h45

Um detalhe chamou a atenção em Victor Hugo Oliveira Simonin quando ele se entregou à polícia, na delegacia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na última quarta-feira (4). Ele é um dos quatro réus pelo crime de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido em 31 de janeiro.
Victor vestia uma camisa preta discreta, no entanto, um detalhe observado pela jornalista Bruna Fantti, do jornal Folha de S.Paulo, destacou o significado da frase em inglês, estampada em fonte reduzida: “Regret nothing” (não se arrependa de nada, em tradução livre).
A frase é associada a grupos misóginos que pregam preconceito, ódio e desprezo por mulheres. A citação faz referência a um influenciador norte-americano, chamado Andrew Tate, também réu por estupro, tráfico humano e exploração sexual de menores. Ele faz parte da “machosfera”.
O termo representa um conjunto de comunidades virtuais, subculturas e grupos organizados na internet que propagam misoginia, discursos de ódio contra mulheres e narrativas antifeministas. A ideologia promove modelos rígidos de masculinidade tóxica, focando em domínio, riqueza e controle emocional, disfarçados de autodesenvolvimento.
Especialistas apontam que fatores como pornografia massiva, falta de educação sexual e o diálogo, principalmente por parte dos pais, estimulam a prática da violência sexual contra meninas adolescentes.
RELEMBRE O CASO
Segundo o inquérito da 12ª DP (Copacabana), a vítima foi convidada por um adolescente, colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele, na noite de 31 de janeiro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. O rapaz pediu que ela levasse uma amiga, mas a adolescente foi sozinha.
No elevador, o jovem avisou que mais amigos estariam no local, mas ela recusou qualquer relação com eles. No apartamento, ela foi levada para o quarto pelo rapaz e, quando mantinham relação sexual, os outros quatro entraram no local. Ela pediu que não fosse tocada, mas os rapazes tiraram a roupa e todos a violentaram.
O adolescente que convidou a vítima, e que não teve a identidade divulgada por ser menor de idade, também é investigado por ato infracional análogo ao crime de estupro. O procedimento dele foi desmembrado para a Vara da Infância e Juventude.
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