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Pleno.News - 23/05/2026 15h45 | atualizado em 25/05/2026 10h03

Delegada Maria Corsato Foto: YouTube LeoDias TV

Nesta sexta-feira (22), a delegada Maria Corsato afirmou, durante entrevista à LeoDias TV, que a influenciadora Deolane Bezerra pode ter ligação com ameaças feitas por integrantes do PCC contra o senador Sergio Moro (PL-PR) e com a morte do delegado Ruy Ferraz. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o envolvimento dela nos casos.

Ao comentar a investigação, a delegada disse que o crime organizado estaria usando influenciadores para lavar dinheiro e afirmou que um dos inquéritos teria identificado ameaças contra Moro e Ruy Ferraz.

– Um desses inquéritos começa em 2019 e, salvo engano, é nessa investigação que eles identificam as ameaças para o juiz Sergio Moro. E, se a memória do nome falha, nessa mesma investigação, tem as ameaças para o [ex] juiz Sergio Moro e para o delegado-geral, doutor Rui [Ferraz Pontes], que foi assassinado agora na Praia Grande – afirmou.

Depois, a jornalista Mônica Apor afirmou que delegados citaram cartas interceptadas durante a investigação. Segundo ela, os investigadores disseram que Deolane teria buscado endereços e telefones de possíveis alvos da facção.

– Eles falaram sobre isso mesmo na coletiva. Um dos delegados falou exatamente isso que a doutora acabou de falar. (…) Ela [Deolane] que foi a responsável, segundo os delegados, a ir atrás de endereços, telefones, desses alvos que eles queriam ir atrás – completou a jornalista.

Ao ouvir o relato, a delegada reagiu dizendo que a situação seria grave caso as suspeitas fossem confirmadas.

– Nossa, isso é muito grave. A gente viu uma participação, na ocasião ele [Moro] era ministro da Justiça do Brasil. (…) Olha que grave.

O secretário de Administração de Praia Grande e ex-delegado geral de polícia no estado de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, foi morto no dia 15 de setembro de 2025 em bairro próximo da prefeitura e do fórum do município, no litoral sul paulista.

Não há informações oficiais sobre a motivação do crime, mas Fontes foi responsável pela prisão de lideranças do PCC nos anos 2000, quando atuava na repressão a roubo de bancos, e enquanto delegado geral, função que exerceu até 2022.

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