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Companheiro da mulher é o principal suspeito e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva

Pleno.News - 07/07/2026 08h42 | atualizado em 07/07/2026 13h17

Karen Aparecida foi encontrada morta Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga como feminicídio a morte de Karen Aparecida Ferreira Rosa, de 44 anos, encontrada estrangulada dentro de casa, em Cataguases, Minas Gerais, na madrugada do último domingo (5). O principal suspeito é o companheiro da vítima, João Vitor Silva Coleta da Matta, de 41 anos, que teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.

Segundo o auto de prisão, João Vitor confessou o crime em um primeiro momento, mas optou por permanecer em silêncio durante o depoimento oficial. A Defensoria Pública, responsável por sua defesa, informou que não comenta casos criminais específicos, manifestando-se apenas quando há questionamentos sobre sua atuação.

Conforme a Polícia Militar, a equipe foi acionada até a residência do casal e encontrou Karen já sem vida na sala. No local, uma bebê de 1 ano, filha do casal, ainda mamava no peito da mãe, enquanto outra criança, de 2 anos, dormia em um dos quartos da casa.

De acordo com a investigação, após o crime, João Vitor deixou o imóvel, mas antes telefonou para a própria irmã pedindo que ela fosse até a residência. Testemunhas relataram aos policiais que ouviram uma discussão entre o casal pouco antes da morte de Karen e afirmaram que desentendimentos eram frequentes.

O homem foi localizado e preso na tarde de domingo. As autoridades não informaram o local da prisão. As duas crianças permaneceram sob os cuidados de familiares. Em nota, a Polícia Civil informou que João Vitor foi encaminhado ao sistema prisional após a confirmação da prisão em flagrante. O caso segue sendo apurado pela Delegacia de Cataguases.

Conforme familiares, o relacionamento do casal, que durava cerca de quatro anos, era marcado por episódios recorrentes de violência. Em setembro de 2023, João Vitor já havia sido preso em flagrante, acusado de agredir Karen com cabeçadas. Na ocasião, a Justiça determinou medidas protetivas de urgência e decretou a prisão do investigado. No entanto, as medidas foram revogadas a pedido da própria vítima.

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