MP processa Tallis Gomes por permitir oração em sua empresa
Mesmo sendo católico, empresário permitiu a criação de uma célula pelos funcionários
Leiliane Lopes - 29/07/2026 14h59 | atualizado em 29/07/2026 22h02

O empresário Tallis Gomes, fundador da Easy Taxi e cofundador da G4 Educação, afirmou que foi processado pelo Ministério Público por permitir que funcionários realizassem encontros de oração dentro da empresa. A declaração foi dada durante entrevista ao programa O Antagonista Pensando o Brasil em junho e voltou a repercutir nas redes sociais nesta semana.
Segundo Tallis, a iniciativa partiu dos próprios colaboradores, que pediram autorização para usar um espaço da empresa para reuniões com orações, louvores e estudo da Bíblia. O empresário disse que, mesmo sendo católico, autorizou os encontros por considerar que eles fazem parte da liberdade religiosa.
– Eu, por exemplo, eu fui processado pelo Ministério Público porque toda segunda na minha empresa tem uma célula dos evangélicos que eles fazem orações lá e fazem louvor. E eu acho lindo isso, que isso aconteça. Eu sou católico, né, mas não tem absolutamente nada contra isso.
– Eu não entendo o que que o Ministério Público tem a ver com isso, entendeu? De uma empresa privada e um dono dessa empresa permitir que seus funcionários louvem a Deus na sua empresa. O que isso tem de ruim? – questionou.
A declaração foi feita enquanto a G4 Educação ainda é alvo de procedimentos instaurados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em 2024. As apurações envolvem denúncias sobre processos de contratação, jornada de trabalho, condições laborais e declarações públicas feitas por Tallis Gomes, entre elas posicionamentos sobre política e práticas religiosas no ambiente da empresa.
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