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Nunes Marques bloqueia Gilmar após discussão no WhatsApp

Presidente do TSE se defendeu das acusações de seu colega da Corte

Pleno.News - 15/09/2026 22h29 | atualizado em 16/09/2026 14h09

Nunes Marques e Gilmar Mendes Fotos: Rosinei Coutinho/STF

Há oito dias, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), bloqueou o contato do colega Gilmar Mendes após receber mensagens ríspidas durante uma discussão sobre o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Segundo informações da coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, Gilmar enviou as mensagens enquanto Nunes Marques estava em um casamento na Itália. Na ocasião, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) analisava o caso envolvendo o chefe da PF.

O diálogo começou após Gilmar questionar a atuação de Nunes Marques no julgamento. O decano do STF escreveu:

– Assumam q estao ferrados e saiam dos processos. Abram as contas.

Kassio respondeu pedindo respeito e afirmou que não havia nada a esconder.

– Me respeite Gilmar. Isso não é postura – reagiu Nunes Marques.

Gilmar continuou a cobrança e afirmou que Nunes deveria deixar o TSE. O presidente da Corte Eleitoral respondeu que não queria mais receber mensagens do colega caso não houvesse respeito na conversa.

– Então não me tecle, pois não falo com quem não me respeita – disse Kassio.

Na sequência, Gilmar voltou a pedir que Nunes Marques apresentasse suas contas antes de participar de julgamentos relacionados ao caso. O ministro respondeu que não teria problemas em fazê-lo e citou o período em que presta contas como magistrado.

– Abro com o maior prazer. Há 15 anos que presto contas de tudo. Como juiz. Tramoias… – afirmou.

Gilmar então estendeu a cobrança aos familiares de Nunes Marques. A mensagem, segundo a publicação, não chegou a ser lida pelo ministro, que bloqueou o contato do colega. Pessoas próximas a Kassio confirmaram à coluna que Gilmar continua bloqueado.

Nesta terça-feira (15), durante a sessão do STF, Nunes Marques também afirmou que seu filho, Kevin Nunes Marques, nunca trabalhou para o Banco Master. O ministro negou ainda a existência de qualquer relação ilegal envolvendo o filho e a instituição financeira.

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