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Mendonça será relator no TSE de quebra de sigilo proposta por Lula

Presidente propõe tornar públicos os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de familiares caso Flávio faça o mesmo

Paulo Moura - 20/10/2026 13h38 | atualizado em 20/10/2026 14h31

André Mendonça Foto: Alejandro Zambrana/STF

O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi designado relator da petição em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propõe tornar públicos os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de familiares, desde que o senador Flávio Bolsonaro (PL) adote a mesma medida.

Protocolado no TSE após o debate presidencial da TV Band, o pedido estabelece que os dados dos dois candidatos sejam divulgados até esta quarta-feira (21), caso haja reciprocidade. Lula argumenta que a iniciativa é necessária para que os eleitores tenham acesso a informações e possam decidir livremente em quem votar.

A proposta prevê que os documentos sejam disponibilizados na plataforma DivulgaCandContas ou em outro portal de acesso público. A medida abrangeria os candidatos, parentes e empresas às quais eles estejam vinculados como sócios, administradores ou responsáveis financeiros.

No caso de Lula, a relação apresentada na petição inclui a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva; e os filhos do petista: Lurian Cordeiro Lula da Silva, Marcos Cláudio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, Sandro Luís Lula da Silva e Luís Cláudio Lula da Silva.

Do lado de Flávio Bolsonaro, o pedido cita o ex-presidente Jair Bolsonaro; a mãe de Flávio, Rogéria Bolsonaro; os irmãos do presidenciável: Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro; além da esposa do senador, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro.

A proposta também alcança empresas ligadas aos dois grupos familiares. Para Lula, é mencionada a L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda. Entre as empresas relacionadas a Flávio estão a Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, a All In One Corretora de Seguros Ltda; a Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação Ltda; e a Bolsonaro Digital Ltda.

A petição cita ainda a offshore Alcazar Holdings, registrada na Ilha da Madeira, em Portugal, vinculada ao senador.

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