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Falta de verba fez Brasil perder patente da polilaminina, diz pesquisadora

Episódio ocorreu na gestão de Dilma Rousseff e Michel Temer

Ana Luiza Menezes e Mayara Macedo - 18/02/2026 21h47 | atualizado em 19/02/2026 15h48

Brasil perdeu patente internacional da polilaminina por falta de verba, diz Tatiana Coelho de Sampaio Fotos: Reprodução/TV Globo e Marcelo Camargo/Agência Brasil

A doutora e pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio disse que o Brasil perdeu a patente internacional da polilaminina por falta de verba na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela deu declarações durante o programa Conversas com Hildegard Angel, da TV 247, no mês de janeiro.

O episódio, conforme relatado pela cientista, ocorreu nas gestões da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e de Michel Temer (MDB) porque a universidade não teve verba.

– Nós fizemos um pedido de patente em 2007, quando estava muito longe ainda de ter um efeito, muito longe de testar em humanos. Estava bem no início do projeto. (…) A patente foi concedida em 2025. Foram 18 anos! Nós temos. Só que uma patente só dura 20 anos. (…) Essa patente é nacional. Nós fizemos a nacional, depois fizemos a internacional, tudo dentro do prazo.

Questionada se a patente já foi concedida, a pesquisadora respondeu:

– Não, porque a UFRJ teve um corte de recursos. Em particular, foram muito cortados na época de 2015, 2016, e aí, não tinha dinheiro para pagar. Então, parou de pagar as patentes internacionais. Então, nós perdemos as patentes.

A polilaminina é uma rede de proteínas que foi usada pela cientista para devolver movimentos a pacientes paraplégicos ou tetraplégicos. Com sua pesquisa usando o material, Tatiana fez com que as conexões entre neurônios e o restante do corpo fossem restabelecidas.

De oito pacientes que receberam a polilaminina, seis conseguiram recuperar os movimentos. Um deles, não mexia nada do pescoço para baixo e, graças a pesquisadora e seus estudos, hoje consegue andar sozinho.

Tatiana explicou que o Brasil tem a patente nacional e que ela chegou a financiar do próprio bolso por um período. No entanto, o país perdeu a chance de ter a patente internacional, e agora, o processo é irreversível.

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