Bilhetes no esgoto iniciaram operação que prendeu Deolane
Fragmentos de mensagens foram encontrados em presídio de São Paulo
Kleber Pizão - 21/05/2026 18h38 | atualizado em 21/05/2026 19h42

A operação do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo que culminou na prisão da advogada e influenciadora Deolane Bezerra nesta quinta-feira (21), teve início após agentes resgatarem e recuperarem bilhetes no sistema de esgoto.
Os papéis foram coletados na tubulação de uma cela na penitenciária de Presidente Venceslau, no interior paulista. A nova fase da ação, chamada Operação Vérnix, investiga um esquema de lavagem de dinheiro dos rendimentos da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
As mensagens, achadas em 2019, revelaram a dinâmica interna da facção, o tráfico de drogas na penitenciária e planos de atentados contra agentes públicos. Um texto indicava que uma mulher de uma transportadora forneceu dados para os ataques.
A polícia investigou a empresa e realizou uma ação em 2021. Na análise de celulares, as autoridades encontraram indícios de repasses financeiros para Deolane, além de fortes vínculos comerciais dela com um dos gestores ocultos da transportadora.
Segundo as investigações, a projeção pública e o patrimônio da influenciadora eram usados para dar aparência de legalidade a recursos ilícitos da facção. O fluxo expressivo de dinheiro não tinha lastro econômico compatível com suas atividades formais.
A quebra de sigilos bancários apontou movimentações financeiras atípicas e o uso de empresas sem capacidade aparente. A estrutura criminosa envolvia o recebimento de valores sem origem esclarecida e a compra de imóveis e carros de luxo.
A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões, o sequestro de quatro imóveis e 17 veículos, além de decretar a prisão preventiva de seis envolvidos.
Leia também1 Juiz que condenou família por ensino domiciliar é alvo do CNJ
2 CCJ do Senado aprova ministro do 'missão dada' para o CNJ
3 Congresso derruba vetos da LDO e libera verbas para municípios
4 "Mataram meu filho pela segunda vez", diz pai de Henry Borel
5 "Inaceitável", declara Rússia sobre cerco dos EUA a Cuba



















